20/07/2016

"Quem nunca provou dessa droga poderosíssima que se chama amor platônico?"

Moça, eu te amo
E você sabe
Transborda por entre os poros esse amor
não sei o que fazer com ele
Ofereço a quem passa
Como se nada valesse
Vendi meu corpo
Comprei outros tantos
E nada
Já não sei quem sou
Me perdi em memórias
Por não conseguir lembrar seu sabor
Então...
eu que era ouriço
Me refiz borboleta
Voo livre polenizando as flores.


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Moça,
Sobre seu olhar de esfinge
Não consigo me decidir
Me perco em delírios sobre a melhor opção
Não sei se te decifro
Ou se me deixo devorar.


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Essa lua cheia em virgem
Se exibindo no céu
Com júpiter também em virgem
Em todo seu explendor
Diante da tempestade
Que se anuncia sobre a baia
Diria drummond:
Botam a gente comovido como o diabo!

ps. é necessário dizer que (sempre!) lembro de você em dias de lua cheia 

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E se há lágrimas
São só para regar as flores
Que já alegram o jardim.


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sobre aquele abraço

meio solto
meio demorado
quase apertado
de dois corpos que se desejam
dois espíritos que se encantam
e uma sociedade que os aparta
as bocas não declaram
mas o silêncio grita aos quatro ventos:
não aprisionem os sentimentos!

que fique bem claro
não existe lamento
nem tentativa de convencimento
esses versos bobos
é desabafo poético
desses que se perdoam
porque como diz o poeta:
idiota é quem nunca escreveu versos de amor.

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