Sufoca-me a atmosfera urbana
Aprisionado o corpo
Cegado o espírito
Distanciados
Rompe-se a conexão cosmica
Os fluxos: energia e materia
São agora direcionados paro o trabalho
Escravidão.
Os mecanismos de controle
Trajados de civilização,
Violências das mais distintas formas,
Adestram-se corpo e mente; ser e sexo
Este modo de vida que com ciência e estado nação
Expandiu-se por todo o planeta
A exterminar
Negros, amarelos, vermelhos
Sangue jorrou
Ainda escorre por nossas veias abertas...
Normatividade;
heterossexual;
Machista;
cissexista;
moderno-colonial
falocêntrica;
Judaico-cristã;
escrota,
esquizofrênica.
Aborto, no sentido evolutivo,
aquilo que não deve nascer
(C)istema mundo
Ainda somos a colonia
Terras invadias,
riquezas espoliadas
Corpos colonizados
Seres colonizados
O homem-máquina esqueceu que é humano.
10/11/2014
27/10/2014
Reflexões de segunda
Descobri por esses dias que não devo direcionar meu fluxo de energia contra qualquer coisa ou ideia que eu discorde, mesmo que estrapolem os limites éticos fundamentados na justiça e felicidade.
No nosso tempo, ano 2014 da era cristã, o processo de industrialização fomentado pelo modo produtivo característico da cultura europeia se expandiu por todo o planeta através dos mais distintos níveis de violência.
A chegada da civilização europeia nos outros continentes representou para seus povos expropriação do território, exploração pelo trabalho forçado, extermínio físico e cultural. A normalidade doentia dessa insanidade ocidental, foi formatada no imaginário social com o nascimento do urbano e a introjeçao da segunda natureza humana. A disciplinarização dos corpos no século XIX rompeu nossa conexão com o fluxo energético que movimenta a potência dos universos. Expulsos da natureza fomos escravizados por homens que inventaram uma ordem e toda uma estrutura repressiva e violenta para justifica-la e legítima-la. A lei do mais forte, pautada na competitividade, individualismo e meritocracia nitidamente está nos levando a beira de um desequilíbrio sistêmico que pode ser fatal em termos ecológicos.
É tempo de repensar cada célula que me da vida. Para uma verdadeira transformação do mundo é necessária uma verdadeira transformação do ser. Sejamos quem queremos ser, sejamos livres!
No nosso tempo, ano 2014 da era cristã, o processo de industrialização fomentado pelo modo produtivo característico da cultura europeia se expandiu por todo o planeta através dos mais distintos níveis de violência.
A chegada da civilização europeia nos outros continentes representou para seus povos expropriação do território, exploração pelo trabalho forçado, extermínio físico e cultural. A normalidade doentia dessa insanidade ocidental, foi formatada no imaginário social com o nascimento do urbano e a introjeçao da segunda natureza humana. A disciplinarização dos corpos no século XIX rompeu nossa conexão com o fluxo energético que movimenta a potência dos universos. Expulsos da natureza fomos escravizados por homens que inventaram uma ordem e toda uma estrutura repressiva e violenta para justifica-la e legítima-la. A lei do mais forte, pautada na competitividade, individualismo e meritocracia nitidamente está nos levando a beira de um desequilíbrio sistêmico que pode ser fatal em termos ecológicos.
É tempo de repensar cada célula que me da vida. Para uma verdadeira transformação do mundo é necessária uma verdadeira transformação do ser. Sejamos quem queremos ser, sejamos livres!
07/03/2014
17/11/2013
rabiscado
Rabiscado
O coração batuca.
o ritmo é de bamba
é muito batuque
e pouquíssimo drama.
Confete e serpentina!
Mais um amor vai passar...
da avenida
A velha guarda aconselha:
vá com calma, menina!
Se um amor dá trabalho,
dois só com muito gingado
Até malandro esperto
erra desse riscado.
Sem dar atenção,
pego o violão
e toco mudando o tom.
O coração batuca.
o ritmo é de bamba
é muito batuque
e pouquíssimo drama.
Confete e serpentina!
Mais um amor vai passar...
da avenida
A velha guarda aconselha:
vá com calma, menina!
Se um amor dá trabalho,
dois só com muito gingado
Até malandro esperto
erra desse riscado.
Sem dar atenção,
pego o violão
e toco mudando o tom.
17/01/2012
a crise
A crise é desesperadoramente linda. É a chance da revolução. É quando o velho rui e desmorona. Eis que surge o novo. Lindo como a fênix... espero pelo novo como minha única chance de vida. Por hora agonizo nos escombros.
14/10/2011
sobre o Efêmero
A perfeição do efêmero transcende a compreensão humana. O presente nos escapa a cada milésimo de segundo. Numa tentativa frustrada da vida não nos parecer desperdiçada tentamos marca-los todos. Que desperdício! Vemo-nos presos no cotidiano, as atividades diárias, também fugazes, tornam-se banalizadas por suas repetições e por sua irritante falta de emoção. Mas há momentos que nos tocam a alma. A perfeição nos arrebata. Não há pensamentos. Não há dor. Nem o desespero de parar o tempo e tentar prender os segundos na memória. Há a carne. Os sentidos. E o seu corpo em cima do meu.
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