27/10/2014

Reflexões de segunda

Descobri por esses dias que não devo direcionar meu fluxo de energia contra qualquer coisa ou ideia que eu discorde, mesmo que estrapolem os limites éticos fundamentados na justiça e felicidade.
No nosso tempo, ano 2014 da era cristã, o processo de industrialização fomentado pelo modo produtivo característico da cultura europeia se expandiu por todo o planeta através dos mais distintos níveis de violência.
A chegada da civilização europeia nos outros continentes representou para seus povos expropriação do território, exploração pelo trabalho forçado, extermínio físico e cultural. A normalidade doentia dessa insanidade ocidental, foi formatada no imaginário social com o nascimento do urbano e a introjeçao da segunda natureza humana. A disciplinarização dos corpos no século XIX rompeu nossa conexão com o fluxo energético que movimenta a potência dos universos. Expulsos da natureza fomos escravizados por homens que inventaram uma ordem e toda uma estrutura repressiva e violenta para justifica-la e legítima-la. A lei do mais forte, pautada na competitividade, individualismo e meritocracia nitidamente está nos levando a beira de um desequilíbrio sistêmico que pode ser fatal em termos ecológicos.
É tempo de repensar cada célula que me da vida. Para uma verdadeira transformação do mundo é necessária uma verdadeira transformação do ser.  Sejamos quem queremos ser, sejamos livres!

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