Descobri por esses dias que não devo direcionar meu fluxo de energia contra qualquer coisa ou ideia que eu discorde, mesmo que estrapolem os limites éticos fundamentados na justiça e felicidade.
No nosso tempo, ano 2014 da era cristã, o processo de industrialização fomentado pelo modo produtivo característico da cultura europeia se expandiu por todo o planeta através dos mais distintos níveis de violência.
A chegada da civilização europeia nos outros continentes representou para seus povos expropriação do território, exploração pelo trabalho forçado, extermínio físico e cultural. A normalidade doentia dessa insanidade ocidental, foi formatada no imaginário social com o nascimento do urbano e a introjeçao da segunda natureza humana. A disciplinarização dos corpos no século XIX rompeu nossa conexão com o fluxo energético que movimenta a potência dos universos. Expulsos da natureza fomos escravizados por homens que inventaram uma ordem e toda uma estrutura repressiva e violenta para justifica-la e legítima-la. A lei do mais forte, pautada na competitividade, individualismo e meritocracia nitidamente está nos levando a beira de um desequilíbrio sistêmico que pode ser fatal em termos ecológicos.
É tempo de repensar cada célula que me da vida. Para uma verdadeira transformação do mundo é necessária uma verdadeira transformação do ser. Sejamos quem queremos ser, sejamos livres!
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