Descobri por esses dias que não devo direcionar meu fluxo de energia contra qualquer coisa ou ideia que eu discorde, mesmo que estrapolem os limites éticos fundamentados na justiça e felicidade.
No nosso tempo, ano 2014 da era cristã, o processo de industrialização fomentado pelo modo produtivo característico da cultura europeia se expandiu por todo o planeta através dos mais distintos níveis de violência.
A chegada da civilização europeia nos outros continentes representou para seus povos expropriação do território, exploração pelo trabalho forçado, extermínio físico e cultural. A normalidade doentia dessa insanidade ocidental, foi formatada no imaginário social com o nascimento do urbano e a introjeçao da segunda natureza humana. A disciplinarização dos corpos no século XIX rompeu nossa conexão com o fluxo energético que movimenta a potência dos universos. Expulsos da natureza fomos escravizados por homens que inventaram uma ordem e toda uma estrutura repressiva e violenta para justifica-la e legítima-la. A lei do mais forte, pautada na competitividade, individualismo e meritocracia nitidamente está nos levando a beira de um desequilíbrio sistêmico que pode ser fatal em termos ecológicos.
É tempo de repensar cada célula que me da vida. Para uma verdadeira transformação do mundo é necessária uma verdadeira transformação do ser. Sejamos quem queremos ser, sejamos livres!
27/10/2014
07/03/2014
17/11/2013
rabiscado
Rabiscado
O coração batuca.
o ritmo é de bamba
é muito batuque
e pouquíssimo drama.
Confete e serpentina!
Mais um amor vai passar...
da avenida
A velha guarda aconselha:
vá com calma, menina!
Se um amor dá trabalho,
dois só com muito gingado
Até malandro esperto
erra desse riscado.
Sem dar atenção,
pego o violão
e toco mudando o tom.
O coração batuca.
o ritmo é de bamba
é muito batuque
e pouquíssimo drama.
Confete e serpentina!
Mais um amor vai passar...
da avenida
A velha guarda aconselha:
vá com calma, menina!
Se um amor dá trabalho,
dois só com muito gingado
Até malandro esperto
erra desse riscado.
Sem dar atenção,
pego o violão
e toco mudando o tom.
17/01/2012
a crise
A crise é desesperadoramente linda. É a chance da revolução. É quando o velho rui e desmorona. Eis que surge o novo. Lindo como a fênix... espero pelo novo como minha única chance de vida. Por hora agonizo nos escombros.
14/10/2011
sobre o Efêmero
A perfeição do efêmero transcende a compreensão humana. O presente nos escapa a cada milésimo de segundo. Numa tentativa frustrada da vida não nos parecer desperdiçada tentamos marca-los todos. Que desperdício! Vemo-nos presos no cotidiano, as atividades diárias, também fugazes, tornam-se banalizadas por suas repetições e por sua irritante falta de emoção. Mas há momentos que nos tocam a alma. A perfeição nos arrebata. Não há pensamentos. Não há dor. Nem o desespero de parar o tempo e tentar prender os segundos na memória. Há a carne. Os sentidos. E o seu corpo em cima do meu.
25/07/2011
16/07/2011
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