23/07/2015

Ansiosa como sempre
Quase me perdi pelos caminhos do seu corpo
Entre toques
E seu gosto amargo de cevada
Me senti como quando se mata saudade
O reencontro
Universos que se chocam
Corpos que se alinham
O devir nos espera
A história escrevemos nós

(Verso memória:segunda-feira) 

02/07/2015

poesia de cinzeiro

O festival de horrores me da vontade de vomitar sangue
O cheiro de podre grudou em meu nariz
E a ânsia não passa...
Acendo um cigarro,
Corto o mal pela raiz.
No céu Vênus e Júpiter bailam competindo com o esplendor da lua cheia
Encho os pulmões para esvaziar a cabeça
Nas ruas a sinfonia de buzinas indicam a velocidade do trânsito
Trago também a poluição...
Pensamento não é ilusão
Vago pelo sem-fim dos universos
Ao escrever redescubro as palavras
Reconheço, incrédula, uma infinidade de eus
Caminho enquanto o cigarro termina
Vocês podem tentar escravizar meu corpo
Mas, minha mente é bicho livre
Voa solta pelo céu!

observação: este poema teve seu título alterado, pela intervenção da Lais​, de cigarro poético para poesia de cinzeiro. 

02/06/2015

neste (não) caso a potencialidade dos desencontros me deixa com aquele sorriso que apaixonados não conseguem esconder. A nostalgia sobre o que não aconteceu é tão intensa quanto qualquer acontecido. essas loucuras da vida que a gente não entende e, particularmente, não faço questão nenhuma de entender. é estranha essa saudade! e quando ela, a um oceano daqui, curte uma foto minha no fb eu fico feliz, essas coisas que o informacional faz com nossa subjetividade. Imagina daqui a cem anos...

06/04/2015

Entre ouvidos e olvidos
gemidos e amores
sabores de outrora

escrito agorinha na aula de américa latina

30/01/2015

todos os caminhos levam a roma

Diante o firmamento os universos se (re)conheciam
A luz da cidade apagava as estrelas
mas a Lua, que crescia mágica iluminava as nuvens
e nossos corações

A saudade, infinita como esse céu
girou o timão
a deriva, o barco
a vida

Quando a tristeza fala
o outro silencia
os mistérios da existência atropelam o tempo
o devir nos devora
passos lentos nos levam em qualquer direção...
o caminho não importa
é o caminhar que nos leva ao mar.

23/01/2015

Não existe uma explicação para isso tudo. O sentido da existência é simplesmente existir. As experiências e os sentidos são nossas maneiras particulares de perceber o mundo, nossas ferramentas de aprendizagem e de construção de subjetividades. Não vos inquietais, a realidade vos engana!

14/01/2015

nota antes de dormir

Esses dias passados próximo ao mar tem sido calmos o suficiente para buscar alguma paz interior. A música das ondas leva os pensamentos ao além, num fluxo lento a vida vai passando, as sensações, os sentimentos...  procuro me reconectar com o fluxo energético, que movimentam os universos abrindo meus chakras, meu coração e minha mente. Olhando sinceramente para dentro de mim, vou dissipando meus medos, que não passam de efeitos perversos construídos por uma subjetividade colonialista que, de maneira hegemônica, controla as geometrias de poder nos (c)istemas mundo.