02/07/2015

poesia de cinzeiro

O festival de horrores me da vontade de vomitar sangue
O cheiro de podre grudou em meu nariz
E a ânsia não passa...
Acendo um cigarro,
Corto o mal pela raiz.
No céu Vênus e Júpiter bailam competindo com o esplendor da lua cheia
Encho os pulmões para esvaziar a cabeça
Nas ruas a sinfonia de buzinas indicam a velocidade do trânsito
Trago também a poluição...
Pensamento não é ilusão
Vago pelo sem-fim dos universos
Ao escrever redescubro as palavras
Reconheço, incrédula, uma infinidade de eus
Caminho enquanto o cigarro termina
Vocês podem tentar escravizar meu corpo
Mas, minha mente é bicho livre
Voa solta pelo céu!

observação: este poema teve seu título alterado, pela intervenção da Lais​, de cigarro poético para poesia de cinzeiro. 

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