02/06/2015
neste (não) caso a potencialidade dos desencontros me deixa com aquele sorriso que apaixonados não conseguem esconder. A nostalgia sobre o que não aconteceu é tão intensa quanto qualquer acontecido. essas loucuras da vida que a gente não entende e, particularmente, não faço questão nenhuma de entender. é estranha essa saudade! e quando ela, a um oceano daqui, curte uma foto minha no fb eu fico feliz, essas coisas que o informacional faz com nossa subjetividade. Imagina daqui a cem anos...
06/04/2015
30/01/2015
todos os caminhos levam a roma
Diante o firmamento os universos se (re)conheciam
A luz da cidade apagava as estrelas
mas a Lua, que crescia mágica iluminava as nuvens
e nossos corações
A saudade, infinita como esse céu
girou o timão
a deriva, o barco
a vida
Quando a tristeza fala
o outro silencia
os mistérios da existência atropelam o tempo
o devir nos devora
passos lentos nos levam em qualquer direção...
o caminho não importa
é o caminhar que nos leva ao mar.
23/01/2015
14/01/2015
nota antes de dormir
Esses dias passados próximo ao mar tem sido calmos o suficiente para buscar alguma paz interior. A música das ondas leva os pensamentos ao além, num fluxo lento a vida vai passando, as sensações, os sentimentos... procuro me reconectar com o fluxo energético, que movimentam os universos abrindo meus chakras, meu coração e minha mente. Olhando sinceramente para dentro de mim, vou dissipando meus medos, que não passam de efeitos perversos construídos por uma subjetividade colonialista que, de maneira hegemônica, controla as geometrias de poder nos (c)istemas mundo.
10/11/2014
O homem olvidado
Sufoca-me a atmosfera urbana
Aprisionado o corpo
Cegado o espírito
Distanciados
Rompe-se a conexão cosmica
Os fluxos: energia e materia
São agora direcionados paro o trabalho
Escravidão.
Os mecanismos de controle
Trajados de civilização,
Violências das mais distintas formas,
Adestram-se corpo e mente; ser e sexo
Este modo de vida que com ciência e estado nação
Expandiu-se por todo o planeta
A exterminar
Negros, amarelos, vermelhos
Sangue jorrou
Ainda escorre por nossas veias abertas...
Normatividade;
heterossexual;
Machista;
cissexista;
moderno-colonial
falocêntrica;
Judaico-cristã;
escrota,
esquizofrênica.
Aborto, no sentido evolutivo,
aquilo que não deve nascer
(C)istema mundo
Ainda somos a colonia
Terras invadias,
riquezas espoliadas
Corpos colonizados
Seres colonizados
O homem-máquina esqueceu que é humano.
Aprisionado o corpo
Cegado o espírito
Distanciados
Rompe-se a conexão cosmica
Os fluxos: energia e materia
São agora direcionados paro o trabalho
Escravidão.
Os mecanismos de controle
Trajados de civilização,
Violências das mais distintas formas,
Adestram-se corpo e mente; ser e sexo
Este modo de vida que com ciência e estado nação
Expandiu-se por todo o planeta
A exterminar
Negros, amarelos, vermelhos
Sangue jorrou
Ainda escorre por nossas veias abertas...
Normatividade;
heterossexual;
Machista;
cissexista;
moderno-colonial
falocêntrica;
Judaico-cristã;
escrota,
esquizofrênica.
Aborto, no sentido evolutivo,
aquilo que não deve nascer
(C)istema mundo
Ainda somos a colonia
Terras invadias,
riquezas espoliadas
Corpos colonizados
Seres colonizados
O homem-máquina esqueceu que é humano.
27/10/2014
Reflexões de segunda
Descobri por esses dias que não devo direcionar meu fluxo de energia contra qualquer coisa ou ideia que eu discorde, mesmo que estrapolem os limites éticos fundamentados na justiça e felicidade.
No nosso tempo, ano 2014 da era cristã, o processo de industrialização fomentado pelo modo produtivo característico da cultura europeia se expandiu por todo o planeta através dos mais distintos níveis de violência.
A chegada da civilização europeia nos outros continentes representou para seus povos expropriação do território, exploração pelo trabalho forçado, extermínio físico e cultural. A normalidade doentia dessa insanidade ocidental, foi formatada no imaginário social com o nascimento do urbano e a introjeçao da segunda natureza humana. A disciplinarização dos corpos no século XIX rompeu nossa conexão com o fluxo energético que movimenta a potência dos universos. Expulsos da natureza fomos escravizados por homens que inventaram uma ordem e toda uma estrutura repressiva e violenta para justifica-la e legítima-la. A lei do mais forte, pautada na competitividade, individualismo e meritocracia nitidamente está nos levando a beira de um desequilíbrio sistêmico que pode ser fatal em termos ecológicos.
É tempo de repensar cada célula que me da vida. Para uma verdadeira transformação do mundo é necessária uma verdadeira transformação do ser. Sejamos quem queremos ser, sejamos livres!
No nosso tempo, ano 2014 da era cristã, o processo de industrialização fomentado pelo modo produtivo característico da cultura europeia se expandiu por todo o planeta através dos mais distintos níveis de violência.
A chegada da civilização europeia nos outros continentes representou para seus povos expropriação do território, exploração pelo trabalho forçado, extermínio físico e cultural. A normalidade doentia dessa insanidade ocidental, foi formatada no imaginário social com o nascimento do urbano e a introjeçao da segunda natureza humana. A disciplinarização dos corpos no século XIX rompeu nossa conexão com o fluxo energético que movimenta a potência dos universos. Expulsos da natureza fomos escravizados por homens que inventaram uma ordem e toda uma estrutura repressiva e violenta para justifica-la e legítima-la. A lei do mais forte, pautada na competitividade, individualismo e meritocracia nitidamente está nos levando a beira de um desequilíbrio sistêmico que pode ser fatal em termos ecológicos.
É tempo de repensar cada célula que me da vida. Para uma verdadeira transformação do mundo é necessária uma verdadeira transformação do ser. Sejamos quem queremos ser, sejamos livres!
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