Essa umidade amazônida
Carregada de sangue vermelho
Que desaba em tempestades abafadas
Inundando o que chamam hoje de baixada fluminense
Faz meus pensamentos voarem sobre o planalto central
Retrocedendo em direção ao início dos ventos
La, onde o calor equatorial faz a pressão baixar
Deixo a calmaria invadir meu coração
Respiro desacelerando o pulso
Inevitavelmente chego até você
Não me demoro
Quando o ar carregado de carbono sai dos meus pulmões
Me desloco por entre as nuvens
Rasgando o céu poluído da grande metrópole
Não consigo deixar de me encantar com a paleta de cores
Me esforço pra sentir o oxigênio chegando em todas as células antes de respirar de novo
Sem medo
Destruo qualquer resquício da culpa católica
Fundindo novamente matéria e espírito
Através de orgasmos múltiplos
E nenhum falo(centrismo)
Danço nua na floresta
Reestabeleço minhas conexões sagradas com a energia do universo
Quando um sorriso invade o canto da minha boca
Por me sentir viva
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