03/08/2015

catavento


Talvez eu devesse temer os ventos com cheiro de tempestade que sopram do sul
A intensidade repentina assusta a maioria dos que passam, não a mim
Continuo tranquila
Esperando que a chuva escorra pelo meu rosto no lugar das lágrimas que já secaram
Que a força dos trovões reflita em meus olhos
Filhas de oya não temem ventos fortes.
Me aflige mais não poder falar-te
Ter prometido fuga...
Entre caminhos cruzados construo meu destino
Em que lua ele encontrará de novo com o seu?
Em que rua?
Pode parecer que sofro, mas não
Caminho em paz sentindo a areia
Distorcendo tempo e espaço meus pensamentos viajam
Se é futuro ou se é passado, não sei
Mas sua imagem continua lá
Uma tela de Dali: surrealista e incompreensível
Nesse momento me sinto uma tola escrevendo esses versos
Se é sorte ou revés, também não sei
Ansiosa tenho um milhão de pensamentos
Mas me acalmo e espero

Rezando pra te ver passar...

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